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Bandeirante 111 fez sua estréia na 1ª Copa Internacional Curitiba, realizada nestes dias 25 e 26 de março. Condor (SC) sagrou-se a campeã no masculino e a Duque A (PR) levou no feminino.
Leo, Betão, Diego, Daniel e Pablo na estréia do Bandeirante 111 (Foto: Camila Padilha)
Única equipe de São Paulo no Punhobol, o Bandeirante 111 só tirou lições positivas de sua estréia na modalidade, que aconteceu nestes dias 25 e 26 de março, durante a disputa da 1ª Copa Internacional Curitiba.
O time, fundado no dia 1° deste mês e que havia realizado apenas três treinos até a estréia, disputou quatro partidas na competição e perdeu todas elas, mas superou todas as metas estipuladas, aumentando a motivação dos atletas para continuar sua jornada no Punhobol.
A primeira partida da história do Bandeirante 111, realizada no sábado, foi contra o principal time dos donos da casa, a Duque A. Com Pablo na batida, a equipe conseguiu deixar a partida empatada até o placar de 7 a 7, quando prevaleceu maior técnica dos adversários, que venceram a disputa por 33 a 19.
A forte chuva que caiu em Curitiba fez com que o torneio fosse adiado e remodelado para o dia seguinte, evitando, assim, a primeira vitória do clube. O Bandeirante 111 enfrentaria o Floripa, que não compareceu. "Não importa como, quando e onde, vencer seria muito bom. Saímos de São Paulo, viajamos quase 500 km, sabíamos que iríamos perder, então seria muito legal ganhar alguma partida. Não importa como", comentou Daniel, capitão da equipe.
No domingo, o Bandeirante 111 enfrentou a equipe do Universo - que terminou na terceira colocação do campeonato -, do Rio Branco A e os austríacos do Asko Linz (vencedores de dois dos três últimos mundiais).
Apesar de ter gostado do desempenho contra o Universo, os gaúchos não tiveram maiores problemas para levar a partira em 27 a 19. Já contra os paranaenses do Rio Branco, o Bandeirante 111 entrou desconcentrado e terminou o primeiro tempo perdendo de 18 a 08, mas a equipe foi melhor que o adversário na segunda etapa, vencendo a parcial por 10 a 08, mas perdendo o jogo por 26 a 18.
Já diante do Asko Linz, os paulistas começaram a partida na frente, levando a dianteira até 3 a 2 e tendo possibilidades de ampliar, mas a derrota para os austríacos foi de 29 a 18, entretanto, os jogadores consideraram a melhor partida da competição, já que houveram mais ralies durante o jogo.
Martin Weiss, um dos melhores batedores do mundo, elogiou a performance obtida por Pablo durante o jogo e lhe deu uma bola. "Vou dormir com ela agora", brincou o jogador do Bandeirante 111.
Confira os depoimentos dos jogadores do Bandeirante 111:
Daniel: "Nossa, que show! A última vez que tive contato com o esporte tinha sido no dia 08 de dezembro de 2004, quando fui treinar com o pessoal da SEF, em Nova Friburgo. Foram 449 dias intermináveis até nosso primeiro treino. Depois, mais 21 longos dias até nossa estréia. Agora me sinto mais leve, mais feliz... Ter a oportunidade de rever amigos, conhecer novos - como o pessoal da Áustria -, e ir jogar com meus "irmãos" o esporte que amo, não tem preço, literalmente. Perder faz parte desse aprendizado, mas nosso desempenho foi acima do esperado. Queriamos pegar uma ou outra bola e marcar um pontinho, mas conseguimos ir um pouco além e não perdemos nenhuma pelo dobro de diferença. Cumprir metas motiva ainda mais o pessoal. Temos que continuar treinando, agora mais sério ainda. Queremos que daqui a cinco anos o Bandeirante 111 esteja competindo com um nível melhor, que possa incomodar as equipe. De resto, apesar de não termos mais a nossa bola, a diversão foi boa e espero ter condições de voltar nos outros torneios. Tenho que agradecer o Betão, o Diego e o Leo por estarem nessa comigo e também o Pablo, que nos reforçou, o Felipe, o Palmito e todo o pessoal que nos deu aquela força. Valeu."
Diego: "Foi muito bom jogar a Copa Internacional Curitiba. Deu para nosso time pegar um pouco de experiência, além de nós termos nos divertido muito. Contamos com uma grande ajuda do jogador Pablo, que fez a maioria dos nossos pontos, e também do Felipe (Dartagnan) e do Palmito. Ambos nos apoiavam e nos davam dicas do lado de fora. Sem contar que fizemos novas amizades e nosso time se uniu ainda mais."
Pablo: "Fantástico! Começamos o campeonato com o objetivo de fazer um ponto por jogo, mas terminamos cumprindo a meta de não tomar o dobro de pontos de ninguém. Durante a primeira partida, o time aprendeu as regras do Punhobol e, com o tempo, até defendemos algumas bolinhas durante o jogo. Gostaria de agradecer o pessoal do Bandeirante 111 pelo convite. Foi um prazer jogar com vocês. Continuem a luta, nunca perdendo a alegria de jogar punhobol e mantenham a amizade, que contagia. Podem contar com Jesus aqui e 2345-meia-78 para vocês!!!"
em breve, mais depoimentos
Nas véspera de sua estréia no Punhobol, alegria contagia o Bandeirante 111. Viagem da equipe é nesta sexta-feira a noite.
"Bom, a gente nem tem muito o que falar... não tem como classificar este sentimento. Então, vamos deixar uma letra de música para vocês."
É hoje - Fernanda Abreu
A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mal olhado eu carrego meu patuá
Eu levei !
Acredito
Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo com o mar
E com o ar!
É hoje o dia da alegria
É a tristeza, nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu!
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu
Diga espelho meu
Nova equipe do Punhobol brasileiro decide disputar a Copa Duque, que será realizada no próximo final de semana, em Curitiba (PR).
Símbolo oficial do Bandeirante 111 (Arte: Diego Rizatelo)
"Nos vemos na Copa Duque!". Foi a última frase gritada pelo elenco do Bandeirante 111 após o treinamento deste sábado, realizado debaixo de forte chuva, no tradicional Parque do Ibirapuera.
Após a atividade, que durou cerca de três horas, os jogadores decidiram por enfrentar o desafio de disputar uma competição de nível internacional e a Copa Duque foi a escolhida. O pedido de inscrição já foi enviado para a organização.
"Devemos ser insanos! Não temos um mês de treinamento e já estamos indo viajar para disputar uma das principais competições do Brasil e, por que não, do mundo. Será nosso primeiro contato real do time com um campo de Punhobol, mas vai ser o primeiro passo desse longo aprendizado", comentou Daniel Balsa, um dos fundadores e jogadores do Bandeirante 111.
Porém, a "loucura" da equipe pode ser ainda maior. Os jogadores discutem a possibilidade de disputar a Copa Cidade de Novo Hamburgo, que será realizada nos dias 1 e 2 de abril, e a Copa Porto Alegre, marcada para os dias 8 e 9 de março.
"Será muito difícil disso acontecer. Não é apenas pelo trabalho, mas também pela condição financeira. Ainda nem temos bolas para apresentar na competições, quanto mais para disputá-las. Vamos ver o que poderá ser feito, mas não é impossível", disse Diego Rizatelo.
Uma das idéias da equipe poderá ser a venda de camisetas de passeio do Bandeirante 111. Porém, o time busca um apoio para que as roupas sejam confeccionadas.
Mesmo sabendo que será um desafio muito grande, os atletas já fazem alguns prognósticos. "Vendo alguns vídeos, não podemos imaginar vencer alguma partida. Isso seria irreal. Mas marcar algum ponto na Sogipa, na Duque, na Condor e na outras equipes, já seria como um título", afirmou Leonardo Belloff.
Estava marcado para este sábado a apresentação do uniforme do Bandeirante 111, porém, devido as fortes chuvas que cairam sobre São Paulo, o elenco preferiu não levar o fardamento para o Parque do Ibirapuera.
O Bandeirante 111, única equipe de Punhobol do estado de São Paulo, deve anunciar neste sábado (dia 18 de março) qual será o primeiro torneio que o time disputará na temporada 2006.
Fundado no primeiro dia deste mês, a equipe tem as opções de jogar três competições: Copa Duque (Curitiba/PR), Copa Cidade de Novo Hamburgo (RS) e Copa Porto Alegre (RS).
"Serão três torneios jogados em seqüência, então será difícil jogarmos os três. À principio, as duas competições que serão jogadas no Rio Grande do Sul tem maiores chances, até porque existem vôos custando R$ 50 para lá. Porém, podem ser que todas essas passagens já foram vendidas e a Copa Duque seria nossa opção", comentou Daniel Balsa, jogador e um dos fundadores da equipe.
"Qualquer competição que nós jogarmos vai ser excelente. Nós queremos que tudo dê certo para jogarmos ainda neste início de temporada. Se não for agora, pode ser depois, o time não vai acabar se não jogarmos. Entretanto, serão três torneios de nível internacional, então seria ótimo estrear assim. De qualquer forma, espero que tudo dê certo. Sendo assim, nós estaremos inscritos em algum desses torneios", completou.
Com relação a escolha do torneio, a equipe está muito dividida. "Nunca fui para Novo Hamburgo. Dizem que é uma cidade legal! Conhecer um pouco do lugar e jogar Punhobol por lá seria bem interessante", afirmou Diego Rizatelo.
Já Ricardo Leite é um dos que fazem campanha para que a equipe jogue em Curitiba. "Curitiba é um lugar muito bacana, além de que nossa viagem para lá seria mais barata. Não é fácil sair de São Paulo e ir para Porto Alegre ou Novo Hamburgo", destacou.
Enquanto Leonardo Belloff prefere jogar em Porto Alegre. "Até lá, teremos treinado mais e aprendido mais. Nosso desempenho seria razoavelmente melhor", contou.
Neste sábado, o Bandeirante 111 também fará a apresentação oficial do primeiro uniforme da equipe. A sessão de fotos deverá ser realizada no Parque do Ibirapuera, local onde o próprio time treina.
XI TORNEIO CIDADE DE NOVO HAMBURGO também é opção para a estréia do Bandeirante 111
Por Daniel Balsa
Bom, não é demais explicar porque não cogitamos disputar o XI TORNEIO CIDADE DE NOVO HAMBURGO. Vontade não falta. Sei que é um torneio muito competitivo, muito interessante e legal de se disputar. Foi a primeira competição que assisti in loco e, confesso, que queria muito ter jogado, mas não haviam condições para isso - sem time.
Foi meu primeiro contato real com o esporte. Foi quando percebi que essa seria a atividade esportiva que deveria disputar pelo resto de minha vida. Não falo isso de boca pra fora, mas quem me conhece, sabe o quanto foi duro ficar esse tempo longe.
Por mim, jogaria todos os torneios. Em Curitiba, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Florianópolis... até na Groelândia!!! Mas, meu chefe não deixaria também (pelo salário, que, apesar de bom, não sustentaria tantas viagens e pela escala de final de semana - aliás, trabalharei durante o XI TORNEIO CIDADE DE NOVO HAMBURGO).
Comentei sobre esse torneio com o pessoal. Disse a eles que podem ir sem problema algum. Não há mistério, mas, a posição foi que não haveria verba para esses três torneios (a GOL poderia bancar a moçada).
Entretanto, das três competições, que serão realizadas em semanas subseqüentes, apenas uma poderemos disputar. Ainda não escolhemos. Quem sabe serão dois torneios, quem sabe possa ser três, mas, tomara que não, pode ser nenhum. Mas, ao menos um, queremos estar presentes. Sem técnica, é verdade, mas com vontade de jogar e tentar representar ao máximo as cores - ainda secretas - do Bandeirante 111.
Agora, torceremos para que tudo de bom aconteça e que mais nenhum imprevisto ocorra - chega, estão sendo muitos -, para que possamos estar com vocês em qualquer um destes torneios, tomara que todos!
Abraços