15.07.06
SÃO PAULO PÁRA PARA TREINO DO BANDEIRANTE 111
(Bom, a parada é a seguinte. As notícias sobre o Bandeirante 111 serão escritas da mesma forma que o departamento de comunicação da Red Bull faz com os releases divulgação de sua equipe na Fórmula 1, assim como era o saudoso Pasquim. Bom divertimento, mas lembre-se: as notícias são todas verdadeiras)
São Paulo vive dias movimentados. Os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) e o São Paulo Fashion Week deveriam ser o centro das atenções da mídia brasileira e até, por quê não, do mundo. No entanto, como está escrito acima, deveria.
A cidade paulistana parou para assistir o treino do Bandeirante 111, melhor equipe de Punhobol da maior quarta maior cidade do mundo, realizado neste sábado (15). “Foi uma emoção tremenda ver todo aquele povo que deixou suas casas para dar seu apoio para nosso time, que tenta fazer o melhor papel nos torneios em que disputa”, declarou, com lágrimas nos olhos, Daniel.
“Sei que apenas nove pessoas assistiram nosso treinamento, mas, com tanta violência, acredito que a cidade toda estava por lá, já que ninguém deve ter saído de casa. Ainda mais com os governantes tomando atitudes pouco enérgicas”, completou.
O público presente gostou do que viu, mas o mais satisfeito com a atividade foi Diego, que mesmo com uma lesão no tornozelo, foi para o sacrifício. “Moro em Carapicuíba, que é muito longe, mas tenho a obrigação com o treino. Pego o trem, ônibus, metrô e ainda o jegue Johnson, mas hoje ele esteve de folga. Em algumas oportunidades, pego uma ‘Balsinha’”, declarou o jogador, que brincou com o sobrenome do capitão da equipe.
Boatos, que Daniel jura – embora esteja com os dedos cruzados – não ter plantado, dão conta de que Diego corre o risco de deixar o time. “Ele deve ser banido do Punhobol, pois é um bacana, um palhaço. Não sei brinca com a irmã dos outros”, declarou uma fonte, que preferiu não se identificar.
Outro que saiu com sorrisos de “orelha-a-orelha” foi Betão, que mora na distante Cotia (na verdade, no bairro da Granja Viana, onde só os playboys moram. Mas, humilde, o nosso Zé Colméia prefere omitir a localidade onde mora).
“Ataques do PCC? Bombas mesmo foram as do Leo, que estava calibrado e sentando as bordoadas”, disse o defensor. Não é a toa que o batedor – escolhido pela maioria de votos – ganhou o apelido de Enola Gay, avião que lançou as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.
“Essa alcunha não é a que utilizo, já que sou conhecido como Nicolau do EMBU (procurem no orkut e saberão o motivo) pelos companheiros de equipe”, comentou Leo, que, ao ser perguntado se usaria o novo apelido, respondeu o que Michael Schumacher ao falar se Juan Pablo Montoya: “próxima pergunta, por favor”.
Como esta seria a última pergunta pós-treino, ficamos um olhando para o outro e nos encaminhamos para a confraternização semanal, que é no Burger King, onde o refrigerante é a vontade. Scooby, que não é osso duro de roer, arrebentou e bebeu 5,6 litros de Kuat e venceu a disputa interna de quem mais toma a bebida gasosa.
Aliás, Galvão Bueno, dono da bagaça, disse que não patrocinará nossa equipe e os campeonatos de quem bebe mais refrigerante prometem ser mantidos em forma de retaliação. Paul Tergat, Vanderlei Cordeiro de Lima e o Padre Irlandês já confirmaram presença na próxima edição. Eles prometeram que ingressarão na disputa após competirem em uma maratona, para causar mais prejuízos ao estabelecimento.
Mais informações/more information,
Daniel Ferry Boat,
Head of Comunications
Leonardo Esbloft
Quebra-galho
João Paulo Montoya
Estagiário não-remunerado

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