Bandeirante 111

Criado pelos amigos Daniel Balsa, Diego Rizatelo e Leonardo Belloff, o Bandeirante 111 é o único time de Punhobol do estado de São Paulo no cenário mundial. Acompanhe o caminho desta equipe rumo à mais vitórias.

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Criado pelos amigos Daniel Balsa, Diego Rizatelo e Leonardo Belloff, o Bandeirante 111 é o único time de Punhobol do estado de São Paulo no cenário mundial. Acompanhe o caminho desta equipe rumo à mais vitórias.
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Categoria: Entrevistas

05.05.06

ENTREVISTA - RÊ

categorias: Entrevistas

Nome quase que certo para disputar o Mundial de Seleções 2006, que será realizado em Jona, na Suíça, Rê pode conquistar um feito que poucos já conquistaram no Brasil, o de conquistar dois títulos mundiais em um mesmo ano, pois a Duque - seu clube - também competirá a mais importante competição do Punhobol do planeta neste ano, contra a equipe alemã do Ahlhorner.

O último que conseguiu esta façanha também é do Punhobol: Gastão Englert, treinador da Sogipa nos mundiais feminino e masculino interclubes. No entanto, em caso de conquista, Rê se igualará a Pelé (isso mesmo, ao Rei do Futebol), que venceu dois mundiais na mesma modalidade e classe no mesmo ano - o feito foi em 62, quando com a seleção e seu clube, o Santos, levou os canecos para a casa.

Caso conquiste os dois títulos, não será inédito para o Punhobol brasileiro. Em 1999, o próprio Gastão e os jogadores George, Gus, Fufi e Picolli venceram o Mundial de Seleções pelo Brasil e o Interclubes pela Sogipa.

Confira a entrevista exclusiva, dividida em duas partes.

Rê (Foto: Arquivo Pessoal)

Nome completo: Rejane Castilho Sinhori
Data de nascimento: 26/09/1985
Local de nascimento: Curitiba (PR)
Posição: Defesa
Clube: Duque de Caxias
Altura: 1,63
Peso: 56Kg

B111: Este deve ser um ano bem especial para você, já que disputará dois mundiais. Qual sua expectativa para estas competições?
Rê:
Com certeza, ganhar.

B111: Até o momento, na enquete do site oficial do Mundial de Seleções feminino, o Brasil é o favorito ao título. À que você credita esse favoritismo inicial do Brasil?
Rê:
Creio que tudo isso começa pelo Mundial Seleções de 2002, realizado no Brasil. Nossa seleção infelizmente perdeu o título para a Suíça por dois pontos, em um campo totalmente alagado. Outro fator muito importante, e mais recente, é o título do Mundial Interclubes conquistado pelas meninas da Sogipa. Isso é um ponto muito positivo para o Brasil, principalmente neste momento. Sem contar que, normalmente, os times brasileiros femininos quando vão até a Europa jogar os grandes torneios fazem ótimos jogos e ficam nas três primeiras colocações.

B111: Quem pode atrapalhar a seleção na busca do título inédito? Por quê ?
Rê:
No momento, vejo duas seleções que, com certeza, podem atrapalhar nossa grande vitoria: Suiça e Alemanha. Acho isso porque são duas equipes de nível técnico muito elevado. Elas tem ótimas defensoras, ótimas levantadoras e ótimas atacantes. Como costumo dizer, elas têm 'um time redondinho', por jogarem juntas a muito tempo como seleção. É facil para elas terem treinos direto juntas, até pelo fato dos países serem pequenos. isso faz com que uma cidade seja perto da outra e facilite os encontros para treinamentos com a seleção. Rola um entrosamento muito forte, onde, acredito, que seja o fator principal para qualquer time, sendo seleção ou não, ganhar algum campeonato.

B111: Como você avalia a preparação brasileira para a competição?
Rê:
Acho que estamos fazendo o que é possível e o que podemos fazer no momento, visto que os treinos começaram um tanto tarde, devido as mudanças de técnicos. A nova comissão técnica programou para a seleção muitos treinos durante três meses, onde nos encontraremos, praticamente, a cada quinze dias, para que possamos treinar juntas até o mundial. O que, na minha opinião, é o certo. Para que a seleção consiga se entrosar e montar uma equipe forte até o Mundial, esta é a única solução de momento.

B111: A Suíça ganhou do Brasil no Brasil? Esse ano o Mundial vai ser na Suíça. Tem jeito melhor de se vingar?
Rê:
Não, na minha opinião o que aconteceu no Mundial de 2002 foi que as suíças tiveram muita sorte, pois creio que se na semifinal que a Suiça fez contra a Alemanha não tivesse chovido, elas não teriam ído à final, pois as suíças defendem muito bem na chuva e este foi o grande diferencial delas no campeonato. E na final contra o Brasil estava difícil para as duas equipes com o estado em que se encontrava o campo. Ganhou o time que teve sorte de pegar o campo menos alagado na hora certa e que errou menos. Foi ganho somente nos detalhes. Mas, agora em 2006, se a história se repetir na final do Mundial e o Brasil vier a ganhar, com certeza seria muito bom vencer na casa delas, não tenho duvidas!

B111: Após anos, a Duque voltou a ganhar um sul-americano e o direito de disputar um Mundial. Qual foi o ponto forte da Duque para esta conquista?
Rê:
A Duque é um clube que dá muito valor ao Punhobol e isso ajuda de mais os atletas que praticam o esporte neste clube. Com certeza, o incentivo da Duque e a vontade interminável de todas as meninas de ganhar este Sul-Americano foi perfeita para que nos consagrássemos campeãs Sul-Americanas 2005.

B111: Em que momento você sentiu que seria campeã?
Rê:
Sinceramente... desde quando chegamos no Chile. Pois não havia nenhum time que estivesse participando deste Campeonato Sul-Americano que pudesse nos incomodar, já que as equipes da Argentina e Chile tem equipes com o nível técnico muito baixo comparado as equipes brasileiras.

B111: A Sogipa, atual campeã mundial da categoria, não disputou a competição no feminino. Se a equipe tivesse disputado, mudaria o resultado final?
Rê:
Olha, esta pergunta é um tanto complicada de responder. Desde quando comecei a jogar punhobol, na maioria das vezes, meu time sempre fez a final com a Sogipa,tanto quando jogava no Rio Branco, como agora na Duque. Nossas decisões sempre foram uma caixinha de surpresa: nunca sabíamos quem realmente iria vencer. Acredito que nem as próprias atletas, pois são alguns detalhes durante a partida que resultam a vitoria. Mas, no Campeonato Sul-Americano de 2005, fizemos o possível e o impossível para ganhar, indiferente contra quem jogaríamos durante o campeonato. Até a Patricia (Lebert, batedora) a Duque trouxe da Alemanha para jogar com a gente. Creio que ano passado estávamos muito bem treinadas e focadas à nosso objetivo - que era único e exclusivamente o Campeonato Sul-Americano. Penso que, desta vez, o resultado não seria diferente, talvez mais trabalhoso - confesso - mas nos consagraríamos campeãs!

(Segunda parte da entrevista abaixo)

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  • Postado em 01:00:02

ENTREVISTA RÊ (2ª PARTE)

categorias: Entrevistas

(continuação)

B111: E agora contra o Ahlhorner? Tem como fazer algum prognóstico?
Rê:
A equipe do Ahlhorner é uma equipe com tradição na Europa por jogarem muito bem. Algumas meninas que jogam neste time e fazem parte da Seleção Alemã - considerada uma das mais fortes seleções atualmente - e por já terem sido campeãs Mundiais de Clubes em um outro ano (2004, contra a Sogipa em Porto Alegre). O currículo deste time é realmente de botar medo a qualquer equipe que for jogar pela primeira vez contra elas o Mundial Interclubes, mas, na realidade, não sei direito o que pode vir acontecer durante o Campeonato Mundial de Clubes 2006, pois as duas equipes nunca se encontraram dentro do campo e muito menos fora. As únicas meninas da Duque que já jogaram contra esta equipe foi eu e a Patricia. Então, tanto para a equipe do Ahlhorner como para a equipe da Duque, será um "mundial de novidade". Sei que será difícil ganhar desta equipe agora, mas acredito muito no meu time e sei que faremos ótimos jogos contra elas e, com certeza, iremos incomodar muito. Se a Duque vir a ganhar, será conseqüência do nosso bom desempenho dentro do campo. Então o negocio é esperar para ver!!!

B111: Quem é favorito?
Rê:
No momento, creio que o Ahlhorner está em alta.

B111: E no Mundial de Clubes masculino? Aposta na Sogipa ou no Freistadt?
Rê:
Acredito que a Sogipa tem grandes possibilidades de ganhar o Mundial de Interclubes novamente, pois é uma equipe que joga Mundiais Interclubes há algum tempo e que não terá muitos problemas contra a equipe do Freistadt. Penso que se consagrará campeã novamente neste ano.

B111: Você já jogou Punhobol na Europa. O que o Brasil pode fazer para ter uma estrutura como a de lá?
Rê:
Bom, acho que para o Brasil ter uma estrutura como a de lá a solução talvez esteja nos pequenos detalhes. Vou explicar: quando você joga lá na Europa, seja qualquer torneio ou campeonato oficial que você participe, é sempre muito bem organizado, com seus bandeirinhas e árbitros muito bem uniformizados, atletas sempre vestidos com seus fardamentos apropriados, com os campos devidamente montados e corretos. Fora isso, sei que um fator muito importante para que o Brasil tenha uma estrutura como a de lá é o tal do "dinheiro", pois para um clube poder montar um campeonato bem estruturado, tem que existir um grande investimento. Mas, o pessoal que organiza campeonatos no Brasil tem que ter a consciência de que para patrocinadores se interessarem pelo o esporte é necessário uma organização muito grande, pois ninguém irá investir o seu dinheiro em um lugar onde as pessoas nunca estão devidamente organizadas. Isso dá o "ar" de que as pessoas que estão ali jogando não levam o esporte a serio. O Brasil, nos últimos anos, vem investindo muito em seus campeonatos e torneios. Hoje em dia, creio que os campeonatos estão sendo muito bem organizados e que cada ano que passa está melhor, acho que estamos indo pelo caminho certo.

B111: O Punhobol brasileiro também tem se expandido. Recentemente, São Paulo voltou a figurar no esporte nacional. O que acha deste feito?
Rê:
Eu fico muito feliz com isso, pois quanto mais times o Punhobol tiver, mais vai ser conhececido. Vai existir mais gente querendo ajudar e, assim, o esporte vai crescendo. A única forma do Punhobol ser reconhecido é através dos próprios atletas apoiar as novas equipes que estão aparecendo por ai. Ainda mais no feminino, que tem  poucas equipes escritas na CBDT (Confederação Brasileiro de Desporto Terrestre).

B111: Como campeã sul-americana, você recebe bolsa atleta?
Rê:
Não, mas tenho direito por ter ganho o campeonato, não entre os clubes, mas sim pela seleção. Já mandei os papeis e espero ganhar este ano.

B111: O que acha desse programa do Governo Federal?
Rê:
Acho uma excelente idéia, pois é muito complicado tirar dinheiro sempre do bolso para poder participar de campeonatos. O pior não é pagar para jogar somente pela sua equipe, mas pagar para representar o Brasil pelo mundo. Acho que isso é o mínimo que o Governo Federal pode fazer pelo nosso esporte. Muitas vezes perdemos atletas e times muito bons pelo fato de não terem dinheiro para poder se manter no esporte.

 

Maior vitória: Campeã da Taça Brasil Adulto 2003
Maior derrota: Final do Sul-Americano Adulto 2004
Maior sonho: Ser Campeã Mundial Interclubes e Seleções.
Ídolos: Meu pai e minha mãe. Graças a eles continuo firme e forte no punhobol.
Punhobol é... atualmente meu único foco!
Principais títulos: Campeã Brasileira (2003 e 2004), Campeã Sul-Americana Interclubes e de Seleções (2005), além de títulos estaduais e de categorias de base.

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  • Postado em 00:50:45

06.03.06

SAIBA MAIS SOBRE O TIME - LEONARDO

categorias: Entrevistas

Conheça um pouco sobre Leonardo Belloff, um dos fundadores e jogador do Bandeirante 111, única equipe de Punhobol no Estado de São Paulo.

Leonardo Belloff (Arquivo Pessoal)

Bandeirante 111: Leonardo, tem como você fazer uma breve apresentação sobre quem é você?

Leonardo Belloff: Eu tenho 19 anos (faz 20 no próximo dia 15) e sempre amei esportes, assim como música - tanto que tive algumas bandas. Jogo futebol e fiz cinco anos de Kung-Fu. Também faço faculdade de Publicidade e Propaganda. E agora também estou focado no Punhobol.

B111: Como foi a idéia de montar um time de Punhobol?

LB: A idéia veio do Daniel, que é o único que já praticou - ou ao menos tentou algo parecido - o Punhobol. Ele me chamou e, junto com nosso amigo Diego (Rizatelo), falou sobre o esporte e gostamos da idéia e levamos isso adiante. Hoje eu posso falar que sou do Bandeirante 111.

B111: Como estão sendo os primeiros treinos?

LB: A adaptação ao esporte está sendo meio difícil, mas estamos muito concentrados em nosso objetivo. Estamos dando o máximo de cada um. Sinto que já até estamos deixando de lado um pouco do desentrosamento (risos).

B111: Acreditam que possam estar na Copa Duque?

LB: Não só acredito, como vamos estar. Posso garantir uma coisa: não queremos passar vergonha.

B111: Quais as expectativas para a disputa?

LB: As expectativas são boas. Sabemos de nossas condições, mas não vamos entrar em campo derrotados. Podemos até perder todos os jogos, mas a derrota será após a partida. Durante o confronto, lutaremos até o fim.

B111: Teve um treino que você sofreu um acidente e, mesmo assim, continuou a atividade com o nariz sangrando. Isto seria uma prova de que a equipe está focada em seus objetivos?

LB: Realmente isso aconteceu. Foi um acidente onde a bola bateu em meu rosto. Fui em uma bola com muita vontade e acabei me machucando. Para mim, não existe bola perdida. Temos nossos objetivos, estamos apenas no começo, mas a vontade é de campeão!

B111: Como está o espírito de grupo?

LB: Espírito de grupo? Acho que com isso nós não precisamos nos preocupar. Nossa equipe é muito unida, pois, dentro e fora de campo somos AMIGOS. O grupo ta focado e com muita vontade de representar o Estado de São Paulo.

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  • Postado em 13:16:41